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sexta-feira, 19 de julho de 2013

Remédios VS Fortalecimento muscular

Muitos alunos me perguntam sobre os efeitos de tomar um relaxante muscular após a prática de atividade física intensa, principalmente a musculação, para amenizar os efeitos das dores do dia seguinte. Daí vem a minha explicação: - Aquela “dorzinha” que temos após a atividade física, é a maneira  natural de nosso corpo reagir contra aquela pequena inflamação gerada na região muscular que você treinou e quando interferimos com remédios nesse período de regeneração estamos diminuindo ou até anulando a resposta de fortalecimento naquela região. Claro que em caso de dor contínua causada por exercícios sem acompanhamento profissional ou exagerados onde muitas vezes o aluno não ouve seu professor, o uso de medicamentos com orientação médica, como os anti-inflamatórios, são indicados para amenizar as dores.
O Cortisol, por exemplo, é um hormônio produzido nas glândulas suprarrenais quando a um nível muito alto de estresse, principalmente quando não está apto á prática daquela atividade física. Esse hormônio tem efeito catabólico, ou seja, promove a quebra de aminoácidos e consequente perda de massa muscular. Ao tomar um remédio para dor, está ainda mais estimulando o seu corpo a não reconhecer as necessidades fisiológicas de adaptação e fortalecimento e ainda aumenta o nível de cortisol, levando-o a um estado altíssimo de catabolismo. Um fator importante para diminuir esse estresse é o descanso como uma boa noite de sono, que é responsável pela produção de hormônios importantes e a falta deles pode encadear o mau funcionamento do corpo. Existem também alguns suplementos que podem inibir as famosas dores musculares como a vitamina C, o Cromo e a Glutamina, mas lembre-se:  - Uma suplementação coesa deve ser orientada por um médico especialista e/ou nutricionista.

Quando seu professor/personal elabora um treino, o ideal é segui-lo corretamente, pois o excesso também leva a um estresse corporal podendo haver lesões precisando assim aderir aos anti-inflamatórios ou relaxantes musculares para conter o problema, ou seja, todo o esforço para a atividade será perdido.  Não faça mais do que o seu professor orientou, descanse e alimente-se adequadamente. Seguindo as orientações de um profissional e respeitando os limites de seu corpo, atingirá o objetivo que é ter saúde e bem estar. Pense nisso! 

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Existe treino de hipertrofia ideal para todos?


Recebi o e-mail de um de meus seguidores do Blog e ele me perguntou qual seria o treino ideal para ele ganhar massa muscular (hipertrofia), mas eu nunca o vi pessoalmente e nem tampouco o treinei, dai respondi a ele que não existia um treino ideal, o segredo está em manipular todas as variáveis de acordo com o músculo, características individuais e o objetivo do treino naquele ciclo, porém, ele disse que várias profissionais o disseram isso e ele estava pelo que descrevia um pouco sem paciência, mas a paciência é um dos princípios básicos para se conseguir resultado, além da dedicação, força de vontade, entre outros. Não existe a fórmula mágica, esqueça "o número ideal de repetições", esqueça o que você leu em revistas "especializadas" e esqueça as séries ideais.  Cada pessoa reage de forma diferente, o que existe é um consenso na base do treinamento (protocolo), e através do conhecimento de um bom profissional para auxiliá-lo seu resultado chegará, e se for necessário, e eu acho que é, procure também um nutricionista especializado e fique de olho sempre na sua saúde, faça exames preventivos sempre, e se a dor chegar procure profissionais adequados para esse problema, não tome remédios sem a prescrição médica, terapias auxiliares sem drogas também podem lhe ajudar.
Recapitulando, os treinos que você encontra na maioria são indicados para compor a maior parte da elaboração dos treinamentos de hipertrofia, porém esta metodologia não deve ser a única. O tempo de execução do exercício, o descanso, intervalos para cada tipo de treino, tudo deve ser levado em conta. Vou citar um exemplo, tempos de contração moderados a altos e descasos curtos entre as séries produzem maiores picos de GH, porém lembre-se que é discutível a influência deste hormônio na hipertrofia muscular. Já os treinos de cargas altas com períodos longos de descanso, liberam maiores quantidades de testosterona (KRAEMER et al, 1990). Nesse caso podemos ver duas formas de treinos distintas, com resultados diferentes, da qual pode ou não ser adequada a seu objetivo ou serem usadas cada uma ao seu macro ciclo de treinamento.
Procure por um bom profissional, ele vai saber “os” melhores treinos para seu desenvolvimento, mas saiba isso só será possível depois dele conhecer bem seu aluno e seu progresso, e se quer ficar forte, faça esforço, careta e o que for necessário, persista em seus objetivos!

Bibliografia consultada:

KRAEMER WJ et al. Fatores hormonais e de crescimento resposta a protocolos de treinamento de resistência pesados​​. J Appl Physiol., 1990